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Adeptos da Telegrafia

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Telegrafia do nosso contentamento!

 

 

 

Sumário

 

  A Telegrafia em Código Morse esteve na base das primeiras mensagens trocadas via rádio. Dada a simplicidade dos meios exigidos, constitui, ainda hoje, uma das formas mais fáceis e mais seguras de comunicar à distância, através das ondas radiofónicas.

 

 Acontecimentos

 

  Todos os dias milhares de telegrafistas, amadores e profissionais, fazem deste modo de operar, mais do que um instrumento de comunicação, uma filosofia de vida. Utilizam-no para, nas bandas de Radioamador, travar conhecimento com colegas em qualquer ponto da Terra; trocar mensagens de carácter técnico e de cortesia; solicitar e oferecer ajuda urgente em situações de catástrofe; estabelecer ligação com pessoas e entidades - Missões, por exemplo - em zonas remotas, isoladas da civilização; participar em competições com objectivos diversos e descodificar informações importantes transmitidas por radiobalizas terrestres ou a bordo de satélites, entre outras actividades.

 

 Personalidades

 

 

   Actualmente, os computadores permitem codificar e descodificar sinais em Código Morse. No entanto, na presença de interferências, a sua utilidade é, praticamente, nula e não há tecnologia de ponta que suplante o ouvido humano. Foram vários aqueles que se destacaram ao serviço da Telegrafia - ou pondo a Telegrafia ao seu serviço -, mas uma figura é incontornável:

 

  Samuel F. B. Morse (1791-1872) foi o inventor do código com o seu nome. Quando em 1832 principiou o projecto da construção de um telégrafo não imaginava as dificuldades que teria de enfrentar, tanto nos E.U. como na Europa onde lhe negaram inclusivé a patente da invenção, até que em 1843 conseguiu um financiamento do governo americano para a construção de uma linha telagráfica entre Washington e Baltimore.

 

Samuel Morse
Samuel Morse

  No ano seguinte deu-se a primeira transmissão e o sucesso foi tal que se formou uma companhia que cobriu o território americano de linhas telegráficas. Quando em 1860 Napoleão III lhe concedeu um justo prémio de reconhecimento pela invenção, já nos E.U. e na Europa estavam instalados numerosos aparelhos "morse". Na altura da sua morte o continente americano era já cruzado por mais de 300.000 Km de linhas.

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